TRT busca estimular o diálogo e a conscientização sobre assédio moral na instituição

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O TRT-MG recebeu, nessa quinta-feira (16), oficina promovida pelo Comitê de Saúde e Programa Trabalho Seguro, com o objetivo de estimular o diálogo e a conscientização a respeito do assédio moral dentro das instituições. Para falar do assédio moral a partir de diferentes abordagens, o evento recebeu cinco palestrantes, com diferentes experiências e visões a respeito do tema.

Os coordenadores do SITRAEMG Célio Izidoro e Elimara Cardoso Gaia, além do psicólogo Arthur Lobato, representaram o SITRAEMG no evento. Os três compõem o Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do Sindicato, e os dois últimos integram o Comitê de Saúde e Programa Trabalho Seguro do Tribunal.

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Composição da mesa durante a oficina (o psicólogo Arthur Lobato liderando a fila) – Foto: Leonardo Andrade/Secom-TRT

A desembargadora Denise Alves Horta fez uma introdução ao assunto da palestra, listando alguns conceitos do assédio moral: o que é, como acontece, entre outros. Ela também explicou que o evento foi realizado em maio por ser o mês de combate ao assédio moral, e destacou a importância de falar sobre esse tema no ambiente de trabalho: “O assédio institucional é um dos piores tipos, pois não tem rosto”, afirmou.

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A segunda palestrante foi a desembargadora Rosemary de Oliveira Pires, que propôs um ideal de igualdade na sociedade: “Enquanto não há igualdade, não há liberdade”, definiu. Ela ainda falou que, devido à sua experiência no Tribunal, constatou que processos causados por assédio moral vêm crescendo com o passar dos anos, o que preocupa e aumenta a necessidade de falar a respeito do tema.

Em seguida, os juízes Luciana Viotti e Pedro Paulo Ferreira palestraram. Ambos tiveram em comum a proposta de abrir-se ao debate a respeito do assédio moral. A juíza afirmou que discutir esse tema demanda coragem, tanto de quem abre a discussão, quanto de quem é vítima do assédio.

A presidente da Comissão de Ética e psicóloga do TRT-MG, Dra. Luciana Passeado, iniciou sua fala dizendo ser necessário que todos tenham humildade para tratar a questão do assédio no trabalho. Para ela, é importante lidar com o problema na primeira pessoa, e cada um deve se questionar se está tratando os servidores e colegas da melhor forma.

O último palestrante foi o psicólogo do SITRAEMG Arthur Lobato. Segundo ele, o assédio moral é uma conduta abusiva, intencional e frequente que ocorre no ambiente de trabalho. O psicólogo ainda explicou que esse assédio visa diminuir, constranger e desqualificar psiquicamente um indivíduo ou um grupo, degradando as condições de trabalho, atingindo sua dignidade e colocando em risco sua integridade pessoal e profissional.

Ainda antes de finalizar o evento, o desembargador Sércio da Silva Peçanha parabenizou os envolvidos nos estudos da regulamentação levados ao presidente do TRT, e ressaltou que, concomitantemente, o CSJT também estava trabalhando algo sobre o assédio. Alertou também para os cuidados que temos de ter para com as pessoas com as quais trabalhamos.

Por fim, o diretor-geral, Douglas Eros Rangel, ressaltou que é bom trabalhar no Tribunal, que conta com excelentes profissionais. ”Como em qualquer instituição, aqui também existem problemas, e o assédio moral é um deles”, disse. Como exemplo, ele citou a questão da cobrança de produtividade e metas, alertando que esse método pode levar as pessoas a serem agentes em prol do sistema abusivo de assédio, sem perceber.

Fechamento

No final, a juíza Denise Horta apresentou os encaminhamentos básicos para construção da política para o combate ao assédio moral, com a ressalva da coordenadora do SITRAEMG Elimara Gaia no sentido da necessidade do anonimato das denúncias como mecanismo de proteção ao servidor.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social/Seção de Imprensa e Divulgação Interna (TRT)